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Romy Pocztaruk

 

Pra frente brasil, 2020. Projeto especial para M.A.P.A. mostra No Calor da Hora300x900 cm. Avenida Senador Ruy Carneiro, ao lado do Mercado de Artesanato - Sentido Centro - Tambau - João Pessoa. Fotografia: Josemar Gonçalves.

 

O vídeo de 5 minutos de Romy Pocztaruk alude, especialmente, à utilização da ilha como sede de uma penitenciária de segurança máxima, que, nos anos da ditadura militar, também abrigou presos políticos, sofrendo inúmeras denúncias de torturas e maus tratos. Ao som da narração dos gols que levaram a seleção à vitória do tricampeonato mundial e da trilha homônima escolhida pelo regime para exacerbar o ufanismo do torcedor, Pra Frente Brasil apresenta um cacho de bananas sobre as quais está traçado o mapa do Brasil. A cada gol, uma porção da fruta é arrancada da penca, desfazendo o contorno do país. A obra apropria-se de signos e símbolos de uma suposta brasilidade, como a banana, o futebol e até mesmo a antropofagia, para referenciar os anos de chumbo que assolaram os porões do país durante a ditadura.

 

Fazendo uso de diferentes mídias e materiais, Romy Pocztaruk (Porto Alegre, RS, 1983) propõe reflexões interdisciplinares, como ciência e história, em relação às artes visuais. Indagando a posição do artista em diferentes contextos, seu trabalho faz simulações das relações no espaço e tempo que resultam em obras poéticas de meios e suportes diversos. É mestre em Poéticas Visuais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Participou da Bienal do Mercosul (2013 e 2015), da Bienal de São Paulo em 2014 e do 35º Panorama da Arte Brasileira em 2017.  Foi uma das ganhadoras do prêmio Foco-ArtRio em 2016 e finalista do prêmio PIPA em 2018. Vive e trabalha em Porto Alegre.

For In the Heat of the Moment, Romy Pocztaruk chose a stil from Pra Frente Brasil, a 5-minute video that alludes, in particular, to the use of an island as the site of a maximum security prison, which, in the years of the military dictatorship, also housed political prisoners, suffering numerous reports of torture and ill-treatment.  To the sound of the narration of the goals that led the Brazilian soccer team to the victory of their 3rd Wold Cup title and the homonymous trail chosen by the regime to exacerbate the fanaticism of the fans, Pra Frente Brasil features a bunch of bananas on which the map of Brazil is drawn. With each goal, a portion of the fruit is pulled out of the hand, undoing the contour of the country. The work appropriates signs and symbols of supposed “Brazilianness”, such as bananas, football and even anthropophagy, to refer to the lead years that plagued the country's basements during the dictatorship.

 

Working through different, Romy Pocztaruk (Porto Alegre, RS, 1983) proposes interdisciplinary reflections, such as science and history, in relation to the visual arts. Asking the artist's position in different contexts, his work makes simulations of the relationships in space and time that result in poetic works of different media and supports. He holds a master's degree in Visual Poetics from the Federal University of Rio Grande do Sul. He participated in the Mercosul Biennial in 2013 and 2015, the São Paulo Biennial in 2014 and the 35th Panorama of Brazilian Art in 2017. He was one of the winners of the Foco-ArtRio award in 2016 and finalist for the PIPA award in 2018. Lives and works in Porto Alegre.