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Éder Oliveira

 

Sem Título, 2020. Projeto especial para M.A.P.A. mostra No Calor da Hora300 x 900 cm. Av. Nações Unidas Alça de acesso Viaduto Tancredo Neves – Osasco – SP. Fotografia: Filipe Redondo

 

“O trabalho apresentado para o No Calor da Hora trata da relação retrato e identidade. Buscando uma analogia entre o papel histórico do retrato pictórico em ratificar o poder, e o braço da fotografia contemporânea que usa a imagem dos indivíduos como representação da marginalidade, proponho um desenho a carvão. A imagem – representação de uma figura masculina, de costas, solta no vazio cinza – foi retirada de uma página de jornal que noticia crimes e que reitera arbitrariamente o lugar do sujeito não branco na sociedade. Para além da acusação individual, a repetição cotidiana das imagens reforça os lugares de representação segregados nas páginas dos jornais. Por fim, o gesto minimalista no espaço cinza, matiz utilizada para representar a construção urbana é, também, um convite a pensar. O desenho que se desfaz quase inacabado, ao contrário das pinturas carregadas de informação, propõe ao espectador intervir mentalmente (ou não apenas, já que se trata de um ambiente público) completando a ação.”

- Éder Oliveira

Éder Oliveira (Timboteua – PA, 1983) é pintor por ofício e, desde 2004, investiga a relação entre retrato e identidade, tendo como objeto o homem amazônico. Trabalha com suportes diversos, como óleo sobre tela, intervenções e site-specific. Já expôs seus trabalhos no Museu de Arte do Rio, 31ª Bienal de São Paulo, Museu Serralves, Kunsthalle Lingen (Alemanha). Licenciou-se em Educação Artística pela Universidade Federal do Pará, em Belém, onde vive e trabalha.

 

“The work presented for No Calor da Hora deals with the relationship between portrait and identity. Seeking an analogy between the historical role of the pictorial portrait in ratifying power, and the arm of contemporary photography that uses the image of individuals as a representation of marginality, I propose a charcoal drawing. The image - a representation of a male figure, from his back, unattached in the gray void - was taken from a newspaper page that reports crimes and arbitrarily reiterates the place of the non-white subject in society. In addition to the individual accusation, the daily repetition of images reinforces the places of representation segregated on the pages of newspapers. Finally, the minimalist gesture in the gray space, the hue used to represent urban construction, is also an invitation to think. The drawing, which is almost unfinished, unlike the paintings loaded with information, proposes to the spectator to intervene mentally (or not only, since it is a public environment) completing the action.”

- Éder Oliveira

 

Éder Oliveira (Timboteua - PA, 1983) is a painter, since 2004, he investigates the relationship between portrait and identity, having as object the Amazonian man. Oliveira works thru different medias, such as oil on canvas, interventions and site-specific. He has already exhibited his works at the Museu de Arte do Rio, 31st Bienal de São Paulo, Museu Serralves (portugal), Kunsthalle Lingen (Germany). Oliveira graduated in Art Education at the Federal University of Pará, in Belém, where he lives and works.