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André Komatsu

 

S/t 13 da série Diarreia, 2016-2020. Apropriação de imagem de revista, manipulação digital, e impressão jato de tinta sobre papel.  300 x 900  cm. 103 Norte Rua NO-5, 2 – Palmas - TO.

Fotografia: Luana Ariela.

 

Diarreia é uma nova série de impressões digitais, feita a partir da apropriação de

páginas de uma antiga revista popular no Brasil, publicada de 1952 a 2000, sendo

um dos principais meios de informação no período desenvolvimentista brasileiro, nos “50 em 5 anos” de Juscelino Kubitschek, do período a ditadura militar

e de redemocratização. Após a apropriação, as imagens são manipuladas manualmente e digitalmente, apagando ou desenhando sobre a página da revista.

A escolha deste material se deu pela força de representação do meio na época, e o interesse em entender como o campo da mídia pode ser usado como um veículo de persuasão e poder. Com este trabalho procuro discutir como a realidade pode ser construída e desconstruída por escolha, reedição e transformação das notícias.”

- André Komatsu

Partindo da coleção de fragmentos, entulhos e objetos abandonados, André Komatsu (São Paulo, 1978) formula sua prática artística através da reconstrução arquitetônica do material em busca de novas formas de existência, expressando o desejo de subverter os valores convencionais atribuídos aos elementos do dia-a-dia. Sua atividade recente inclui exposições individuais no Die Ecke em Santigo do Chile e FuturDome em Milão, além de ter sido representante do Brasil na 56ª Bienal de Veneza, 2015. Seu trabalho está presente em importantes coleções como TATE Modern (Londres), Fundação Serralves (Porto), Museum of Modern Art, MoMA (Nova York) e Bronx Museum (Nova York). Em 2011, foi o artista vencedor do prêmio Marcantônio Vilaça. É bacharel em Artes Plásticas pela Fundação Armando Álvares Penteado. Vive e trabalha em São Paulo. 

“Diarrhea is a new series of fingerprints, made from the appropriation of

pages of an old popular magazine in Brazil, published from 1952 to 2000, being

one of the main means of information in the Brazilian developmental period, in the

Juscelino Kubitschek’s “50 in 5 years” plan, from the period to the military dictatorship and redemocratization. After appropriation, the images are manipulated manually and digitally, erasing or drawing on the magazine's page.

The choice of this material was due to the force of representation of the medium at the time, and the interest in understanding how the media field can be used as a vehicle of persuasion and power. With this work I try to discuss how reality can be constructed and deconstructed by choosing, re-editing and transforming the news.”

- André Komatsu

 

Through fragments, debris and abandoned objects, André Komatsu formulates his artistic practice through the architectural reconstruction of the material in search of new forms of existence, expressing the desire to subvert conventional values attributed to the elements of daily life. His recent activity include solo exhibitions at Die Ecke in Santigo do Chile and FuturDome in Milan. In addition, he was a representative of Brazil at the 56th Venice Biennale, 2015. His work is placed in important collections such as TATE Modern (London), Fundação Serralves (Porto), Museum of Modern Art, MoMA (New York) and Bronx Museum (New York). In 2011, he won the Marcantônio Vilaça Prize. Komatsu holds a BA in Fine Arts from Fundação Armando Álvares Penteado, lives and works in São Paulo.