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Juliana dos Santos

João Pessoa

“Pintar com pétalas tem sido um dos maiores desafios para mim. As flores me fizeram lidar com o tempo e a forma, simultaneamente com a intangibilidade e a incapacidade de retenção da cor por uma longa duração na superfície do papel. A flor da Clitoria Ternatea encontra-se aqui com uma trágica frase que faz parte das anotações sobre as aflições que surgiram no ato da pintura. Para o projeto MAPA reabri o caderno de 2021 para ver o que era possível dizer agora. Esta foi a frase mais impactante sobre o que estava sentindo naquele momento. Um impasse diante das agonias que o simples ato de compartilhar o ar evocava, e que ainda de certa forma permanece.”

Artista visual, mestre em arte/educação e doutoranda em Artes pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista UNESP. Vem realizando exposições coletivas com trabalhos em instalação, vídeo, pintura, performance, fotografia e multimídia.  Investiga a cor azul da flor Clitoria Ternatea como possibilidade cromática na experiência sensível do processo de expansão dos sentidos. Sua pesquisa se dá na intersecção entre arte, história e educação, com interesse pela maneira como artistas negrxs se engajaram em práticas para lidar com os limites da representação. 

São Paulo (SP), 1987, vive e trabalha em São Paulo

O medo de respirar o mesmo ar que você e morrer, 2022

Localização: Rod. Governador Antonio Maria (11575) – João Pessoa