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Ícaro Lira

Manaus

*Se o Brasil é um país sem memória e os arquivos são como cemitérios, onde estão nossos mortos?                                                                    
Em qual vala comum foi enterrada nossa história de luta?

Cerca de 56 milhões de índios morreram entre a chegada dos primeiros europeus à América, em 1492, e o ano de 1600.

A Ditadura Militar matou cerca de 8.350 indígenas por lutas para demarcação de terras.

Tamoios,
Cariris,
Canudos,
Caldeirão de Santa Cruz,
Revolta da vacina,
Cabanagem,
Sabinada,
Balaiada,
Revolta da chibata,
Pinheirinho,
Eldorado dos Carajás,
Carandiru,
Alcaçuz,
Altamira,
Candelária, 
Vigário Geral, 
Baixada, 
Acari,
Jacarezinho,
Messejana,
Cajazeiras,


Revoltas. Levantes. Massacres. Chacinas. Genocídios. 
Apagamento. Memória. Silêncio.*

Artista Visual, editor e pesquisador, estudou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (Rio de Janeiro), montagem e edição de Som, no Instituto de Cinema Darcy Ribeiro (RJ) e cinema e vídeo na Casa Amarela, Universidade Federal do Ceará (CE). Participou do Laboratório de Artes Visuais da Escola Porto Iracema das Artes (Ceará) e do PIMASP, Programa Independente do Museu de Arte de São Paulo (SP). 

 

Nos últimos anos, vem analisando as implicações e os desdobramentos de atos políticos da História Brasileira através de um trabalho documental, arquivista, arqueológico e de ficção. Suas exposições apresentam estruturas similares a pequenos museus, onde reúne diversos fragmentos esquecidos, produzindo um sistema de objetos que articula materiais artísticos e não-artísticos, e um conjunto de ações, não necessariamente confinadas a um objeto artístico, mas dispersas em exposições, livros, oficinas, debates e caminhadas.

Fortaleza (CE), 1986, vive e trabalha em Lisboa, Portugal.

Silêncio, 2022

Localização: Av. Compensa com Rua Guarapuris (Ipase) - Manaus